Sujeito simples, parágrafo, exclamação. |
Palavras alinhadas. Uma depois da outra. Com ou sem sentido. |
São Paulo, 09 de setembro de 1849 - na teoria, a prática da vida é simples, mas repetitiva.
Olhares, suspiros, toques, palavras, boca, língua, sexo, culpa, crise, crime, fuga, inferno, desorientação, desprezo, embriaguez, olhares, suspiros, toques, meias palavras, sexo sem culpa, céu, absolvição, tentativa, erro, reflexão, epifania, egocentrismo, armadilha, olhares, suspiros, toques, palavras…
São Paulo, 07 de setembro de 1851 - na prática, a teoria da vida é complexa, porém irresistível.
Ela não me olhou, suspiro de tristeza. As palavras não saem da minha boca. Não falamos a mesma língua. Sexo oposto. Culpamos a crise dos 30. Mas, esse é um crime sem idade, cometido por muitos. Na sua maioria, fugitivos do inferno particular de outrem. Bando de desorientados. A eles, meu desprezo e embriaguez. Olho de novo, desta vez ela suspirou. Sem meias palavras, o sexo sem culpa leva-nos ao céu. Falsa absolvição. Ela continua achando que não vale tentar. Erro seu, que só será percebido em reflexões posteriores. Protejo-me do amor alheio. Torno-me egocêntrico. Olho para o lado. Aqui estou eu. Preso numa armadilha de suspiros, toques e palavras inteiras.