Sujeito simples, parágrafo, exclamação. |
Palavras alinhadas. Uma depois da outra. Com ou sem sentido. |
Ele escreve sobre ela. Lembra dos seus olhos. Sente seu perfume invadir o ambiente. Sala escura. Luz de vela. Melancolia na vitrola. Ele pensa nela. Tenta afastar a raiva. Procura por saídas. Todas trancadas. Respira. Expira. Mas não tem inspiração para nada. Fecha os olhos. Apaga a vela. Vai dormir. No papel, história parada no meio.
Desencontros noturnos…
Ela vira a página. Livro novo. Pão amanhecido. Chá gelado sem açúcar. Som ambiente. Luz artificial. Ela perde o foco. Tenta ter raiva. Nisso ele era bom. Mas ela é boa demais para isso. Ela sabe, ele tinha certezas. O vento entra sem permissão. Fecha o livro. Deixa cair o marcador. Vai ter que começar da primeira página.
Houve um fim de tarde diferente…
- Você está feliz?
- Uma felicidade estranha.
- Que incomoda?
- Que comove.
- Você está feliz?
- Um felicidade fora dos meus planos.
- Quer que eu vá?
- Esse não é mais o plano.
- Fico?
- Fica.
- Até o sol se por.
- Até a lua se esconder.
- Um dia você vai cansar de tudo isso.
- Você não cansa de fugir da felicidade?
- Um dia você vai lembrar desta tarde.
- Um dia vou fazer você esquecer seus fantamas.
Antes de cair, temos medo. Depois de cair, temos recordações.