Sujeito simples, parágrafo, exclamação. |
Palavras alinhadas. Uma depois da outra. Com ou sem sentido. |
Olhou para o retrato no criado-mudo, mudo:
“Só consigo essa leveza sob seu olhar oliva
E meio vermelho de vergonha, deixo que me leve
Por uma estrada desenhada em cor viva”
No espelho, a imagem refletida refletia:
“Pele, serena
Terás a sua pele pequena
Em sua leve e terna terrena?”
Despida de vergonha, despiu-se à sua frente:
“Só consigo essa leveza quando lhe sigo com o olhar
E sem perceber, deixo você livre, leve
E compreendo que esse brilho dispensa qualquer luar”
Acordado, velava seu sono, sem sono:
“Macia, vizinhas
Perdidas em linhas
Dias a dias corridas
Gota a gota em trilhas minhas”
(n.a. este texto foi concebido em parceria com a minha amiga Simonte Tomé, o talento desprentencioso dela com as palavras deu leveza ao texto.)